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Diário de uma paixão

por Barbosa, Isabella, Zanini Mesquita, Maria Eduarda

Universidade Federal de Pelotas

Resumen:

Esta análise de filme tem como foco, observar o romance dramático e intenso de dois jovens que foram obrigados a se separar, após certos conflitos familiares. Através de uma narrativa instigante, onde provoca os telespectadores a querer assistir até o final. Um romance que destaca o amor, a conexão e o cuidado.

A partir dessa trama, é relacionado como um profissional de Terapia Ocupacional pode intervir em casos como o da personagem, buscando maneiras acolhedoras e prezando o bem-estar dos envolvidos, é visto quais direitos humanos são violados ao decorrer da sequência.

Palabras Clave: Romance | Alzheimer | Terapia Ocupacional

The Notebook

Abstract:

This film analysis focuses on the dramatic and intense romance between two young individuals who are forced to separate due to family conflicts. Through a captivating narrative, the story engages viewers and encourages them to watch until the end. The romance highlights themes of love, emotional connection, and care.Based on this plot, the analysis explores how an Occupational Therapist can intervene in situations similar to the character’s experience. It seeks welcoming and supportive approaches that prioritize the well-being of those involved, while also identifying the human rights violations portrayed throughout the story.

Keywords: Romance | Alzheimer’s | Occupational Therapy


O filme “Diário de uma paixão”, dirigido por Nick Cassavetes, é um romance/drama lançado em 2004. O roteiro se passa na década de 40, onde dois jovens se encontram, Noah e Allie.

O início do filme traz para os telespectadores a história de amor de um casal, narrado a partir de um diário que é lido por Duke para uma mulher que possui Alzheimer, dentro de um lar de idosos. Nos capítulos iniciais, Duke conta para a mulher (até o momento sem identificação), sobre como Noah e Allie se conheceram e como o romance do jovem casal com origens sociais distintas sobreviveu a todos os desafios colocados em seus caminhos.

Noah desde o início, enxergou Allie pelo o que ela era: uma menina que fazia de tudo para agradar os outros e principalmente seus pais, com isso um dos seus principais objetivos durante o filme é incentivá-la a tomar suas próprias decisões.

Quanto mais tempo ficam juntos durante o verão, mais a paixão deles cresce, eles passam a conhecer mais sobre suas histórias de vida, seus valores e suas culturas e a partir disso o relacionamento torna-se mais sério e os pais de Allie resolvem conhecê-lo. O encontro acontece e junto com ele o conflito da relação entre os dois, na qual os pais da jovem percebem que Noah não irá dar uma vida digna para sua filha por ser um trabalhador humilde e não almejar grandes avanços financeiros para si, através disso os pais proíbem essa relação.

Ao longo do filme, é retratado os encontros e desencontros do casal enfrentados ao longo dos anos, como a guerra e novas relações de ambas as partes, porém mesmo depois de tanto tempo eles nunca se esqueceram e as lembranças vividas por eles no passado sempre retornam à sua mente, com aquela sensação de “o que faríamos diferente”. Allie que agora está noiva e morando em outra cidade, retorna para Seabrook onde passou o verão com Noah antigamente e lá ocorre o reencontro dos dois, e a descoberta de que ele enviou 365 cartas por dia, durante um ano, porém todas ocultadas por sua mãe que não aprovava o relacionamento. A partir dessa revelação, ela se encontra em um conflito do que a sociedade espera que ela faça e o que o seu coração deseja.

Na narrativa do filme, é revelado que Duke na verdade é Noah e a senhora para qual a história é contada é Allie e o motivo dele ler diariamente para ela é para fazê-la lembrar da história de amor que construíram juntos, uma vez que ela possui Alzheimer, uma doença degenerativa. Cada vez que a história é contada para ela, ao chegar no fim a personagem consegue resgatar sua memória afetiva e por poucos minutos ela consegue lembrar de seu amor por Noah e por sua família.

O filme foca no diagnóstico da personagem para iniciar sua história. O Alzheimer é uma afecção neurodegenerativa progressiva e irreversível de aparecimento insidioso, que acarreta perda da memória e diversos distúrbios cognitivos (Marília de Arruda Cardoso Smith, 2000), a doença de alzheimer afeta com mais frequência a população idosa, tendo um diagnóstico tardio. Ao passar do filme, é exposto que o diário que Noah lê para Allie todos os dias, foi ela que criou como uma maneira de fazê-la lembrar quem ela era e principalmente quem era seu marido.

Assim como observado na personagem Allie, a doença de Alzheimer é uma enfermidade que apresenta demandas recorrentes, como o cuidado constante e o estímulo recorrente da memória. No domínio da terapia ocupacional é possível criar estratégias a partir do conhecimento do contexto de vida, das ocupações significativas e conhecendo os fatores do cliente da personagem são algumas alternativas que podem ser usadas. No caso de Allie, é visto que quando ela perdia a memória novamente, ela se encontrava confusa e com raiva, desse modo os profissionais em conjunto com os enfermeiros e até mesmo com o marido conseguem criar algumas estratégias para garantir sua tranquilidade e conforto, utilizando de atividades de lazer, como pintar e tocar piano, atividades psicomotoras e as que estimulam a cognição (Lilian Dias Bernardo), desse modo, quando é realizado tratamentos com foco nessas atividades, é possível ir estimulando cada vez mais a memória da paciente, fazendo com que esses comportamentos de raiva e confusão sejam menos recorrentes.

É notório também destacar, a privação de alguns direitos humanos ao decorrer da trama, como a separação obrigatória do casal e a ocultação de cartas, impedindo a comunicação de ambos. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Artigo 2 trata da igualdade e da não descriminação, é possível identificar no romance que o relacionamento de Allie e Noah só é reprovado pelos pais da personagem por conta das diferenças socioeconômicas. O Artigo 12 retrata sobre o direito à privacidade, é visto que esse direito é infligido quando a mãe da personagem oculta as dezenas de cartas que Noah enviou durante um ano, invadindo assim o espaço da filha, não deixando ela ter acesso às suas correspondências privadas.

Referencias:

Bernardo, L. D. Idosos com doença de alzheimer: Uma revisão sistemática sobre a intervenção da Terapia Ocupacional nas alterações em habilidades de desempenho. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, v. 26, n. 4, p. 926–942, 2018.

Smith, M. DE A. C. Doença de Alzheimer. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 21, n. suppl 2, p. 03–07, out. 1999.

UNICEF. Declaração Universal dos Direitos Humanos.



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Message from Angélica Huayanca  » 26 de agosto de 2025 » angelica.elyhc@gmail.com 

Me resultó muy enriquecedor poder mirarlo a través de otros lentes, en este caso desde la Terapia Ocupacional, ya que permite ampliar la mirada y reconocer que se trata también de una historia atravesada por una enfermedad neurodegenerativa y las estrategias que se ponen en práctica para afrontarla. Valoro esta perspectiva porque nos invita a pensar no solo en el impacto emocional y afectivo que el Alzheimer tiene en la vida de quienes lo padecen, sino también en la importancia del trabajo interdisciplinario. Este tipo de lecturas ayudan a no quedarnos únicamente con el aspecto narrativo o romántico sino a reflexionar sobre la enfermedad, y los recursos terapéuticos.



Message from Trinidad   » 24 de agosto de 2025 » irigoyentrinidad@gmail.com 

El artículo toma como base la película Diario de una pasión, en la cual se narra la relación entre Noah y Allie, que nace en un contexto difícil por diferencias sociales y la oposición de los padres de Allie; aun así, su vínculo perdura a lo largo de los años. El diario que Noah lee a Allie, quien sufre Alzheimer, funciona como un puente hacia sus recuerdos y emociones, mostrando cómo la memoria y la identidad están conectadas con nuestras relaciones afectivas. Por otra parte, nos muestra los desafíos de la enfermedad, destacando la importancia del cuidado constante y la estimulación de la memoria para mantener la calidad de vida. Además, se reflejan conflictos sociales y familiares que interfieren en la vida personal, desde la discriminación socioeconómica hasta la invasión de la privacidad.
Por ende, el artículo nos invita a reflexionar sobre la fuerza del amor y la memoria en la construcción de la identidad. Muestra que las relaciones verdaderas pueden trascender las dificultades externas y que la atención, el cuidado y la conexión emocional son esenciales.También cuestiona cómo las normas sociales y los prejuicios pueden limitar la libertad de decisión y la felicidad de las personas.



Message from Ieroianni, Laura  » 23 de agosto de 2025 » laurasi26@hotmail.com 

El artículo ofrece un análisis más allá de la trama romántica , recorriendo un camino que aborda temas como: la enfermedad de Alzheimer; la terapia ocupacional, los derechos humanos; la vulnerabilidad de ciertos grupos, el cuidado, la empatía, los vínculos.
Interesante enfoque en la figura de Noah, donde posiciona el acto de leer como una estrategia, además de un acto de amor por Allie; aportando una visión humana del cuidado.
Describe de manera muy clara la enfermedad, y resalta de forma precisa cómo un terapeuta ocupacional puede intervenir en casos como el de Allie, conectando de manera realista la trama de la película con el manejo profesional de una enfermedad neurodegenerativa como el Alzheimer.
Desde una perspectiva social , es interesante cómo identifica claras violaciones de los derechos humanos relacionados a la discriminacion y el derecho a la privacidad; revelando así también los mandatos de una familia disfuncional.



Message from Laura  » 23 de agosto de 2025 » laura.bento.2014@gmail.com 

La trama, confronta con el modo en que el amor insiste más allá de la pérdida de memoria, como si hubiera algo del lazo afectivo que se sostiene en lo inconsciente y no se borra del todo. El gesto de Noah al leerle el diario a Allie cada día puede pensarse como una forma de reinscribir la historia, de darle un soporte simbólico frente al avance del Alzheimer. Ella olvida, pero algo retorna en esos instantes de reconocimiento, mostrando que no todo se pierde: hay marcas, huellas, que logran atravesar el tiempo y la enfermedad. En el caso de Allie, la tensión entre su novio formal y Noah puede leerse desde la lógica psicoanalítica como un conflicto entre el deseo propio y el mandato del Otro. Con el prometido que le ofrece estabilidad y aprobación social, ella queda atrapada en la demanda de sus padres y en la expectativa de lo que “debería ser”. En cambio, con Noah aparece la dimensión del deseo singular, aquello que la conecta con lo más auténtico de sí misma, aunque no encaje en las normas familiares o sociales. Ese vaivén muestra cómo el sujeto muchas veces oscila entre dos posiciones: responder al Otro, ese que dicta lo correcto, lo esperable, o sostener su propio deseo, aun cuando implique perder seguridades. Allie encarna así el dilema clásico del psicoanálisis: elegir entre una vida alienada en el deseo del Otro o arriesgarse a sostener el propio, con todo lo que eso conlleva.



Message from laura chamorro  » 21 de agosto de 2025 » laura.chamorro@psi.uba.ar 

The Notebook es una de mis películas románticas favoritas. Me encantó esta lectura que atraviesa ese romanticismo de Noah y Allie, destacando el valor de la terapia ocupacional como recurso pedagógico. El articulo menciona problemáticas, como el envejecimiento, y el alzheimer, recordándonos la importancia de la empatía, el cuidado humano y la defensa de la dignidad en situaciones más vulnerables. Me gustó muchísimo, que el artículo no se agote en la dimensión romántica de la película y que de un paso mas allá, donde aborda los aspectos éticos y clínicos que pueden dialogar con la practica profesional.



Película:The Notebook

Título Original:Diário de uma Paixão

Director: Nick Cassavetes

Año: 2004

País: Estados Unidos

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